Em meio à crise no STF, Lula diz que cargo público não pode servir a benefício pessoal
Presidente cobra resposta institucional de Fachin e Gonet, defende transparência e afirma que todos devem estar submetidos às mesmas regras, sem citar Alexandre de Moraes nominalmente.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (4), durante cerimônia no Palácio do Planalto, que ninguém pode utilizar o cargo público em benefício pessoal. A declaração ocorreu em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), mas Lula não citou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes.
Lula defendeu que autoridades e cidadãos estejam submetidos às mesmas regras e afirmou que pretende promover, no próximo ano, uma discussão sobre uma nova reforma do Poder Judiciário. O presidente também demonstrou preocupação com a perda de confiança da sociedade nas instituições.
Dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, Lula cobrou transparência e uma resposta institucional capaz de transmitir tranquilidade à sociedade. Também criticou fake news, denuncismo e vazamentos seletivos.
As declarações foram dadas em meio à crise que envolve integrantes do Supremo e investigações relacionadas ao caso Banco Master. No mesmo evento, Fachin afirmou que a resposta institucional deverá respeitar a legalidade e colocou entre suas prioridades o fim do inquérito das fake news e a adoção de um código de ética para o STF.
Embora o contexto dê peso político à declaração, Lula não atribuiu sua crítica diretamente a Moraes ou a outro ministro. Sua manifestação pública tratou de forma geral da responsabilidade de quem ocupa cargos e da necessidade de preservar a credibilidade das instituições.
O que acontece agora
Os próximos encaminhamentos do STF e da Procuradoria-Geral da República deverão mostrar como as instituições responderão à crise e às acusações envolvendo integrantes da Corte.
