Política

Lula lidera pesquisas no primeiro turno, mas disputa com Flávio Bolsonaro segue apertada no segundo

Datafolha e Quaest colocam o presidente à frente na corrida presidencial, enquanto simulações de segundo turno mostram diferença dentro da margem de erro entre os dois principais candidatos.

Por Saulo Bezerra · 5 de setembro de 2026 · 10h36
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Lula e Flávio Bolsonaro em composição editorial sobre as eleições de 2026, com urna eletrônica, Congresso Nacional e bandeira do Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as pesquisas mais recentes de intenção de voto para a Presidência da República, mas as simulações de segundo turno mostram uma disputa apertada contra o senador Flávio Bolsonaro. No Datafolha divulgado nesta quinta-feira (3), Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece em terceiro lugar, com 8%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 125 cidades nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026. No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o Datafolha registra 46% a 44%. Considerando a margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados. A Quaest, divulgada na quarta-feira (2), apresenta cenário semelhante. Lula tem 37%, Flávio Bolsonaro 29% e Augusto Cury 10%. A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro e também possui margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no TSE é BR-07065/2026. Na simulação de segundo turno da Quaest, Lula registra 42% e Flávio Bolsonaro 41%, novamente dentro da margem de erro. O que os números mostram Os dois levantamentos apontam Lula na liderança do primeiro turno, embora com diferenças distintas sobre Flávio Bolsonaro. Já no confronto direto entre os dois, nenhuma das pesquisas permite apontar vantagem estatisticamente segura para um candidato. Augusto Cury também merece atenção. Ele aparece com 8% no Datafolha e 10% na Quaest, consolidando-se nesses levantamentos na terceira posição. Os números, porém, ainda representam um retrato do momento e não permitem concluir como sua candidatura evoluirá até a eleição. Pesquisas eleitorais não são previsões do resultado das urnas. Elas registram as intenções declaradas pelos entrevistados durante determinado período e devem ser interpretadas considerando metodologia, margem de erro e data de realização.